domingo, 21 de agosto de 2011

MOSAICOS


O QUE É A TÉCNICA DO MOSAICO?

É uma simples arte que envolve paciência e organização, pois para fazer uma figura ou uma arte abstrata deve-se agrupar cacos de pelo menos duas cores de qualquer material. Os materiais mais utilizados são os azulejos coloridos e as pastilhas de vidro, porém existem outros que também podem resultar numa linda obra. São eles: vidro, pedra, concha, papel, madeira, botões, plástico, couro, pano, grãos alimentícios e outros. Normalmente utiliza-se um único material para a execução da obra, porém a mistura harmoniosa de materiais pode ser feita e resultar belíssimos trabalhos, é só deixar fluir a imaginação.
 A criatividade para a criação de um mosaico é a ferramenta mais importante. Os mosaicos são conhecidos desde a Antigüidade e devido a sua resistência, foram denominados pintura para a eternidade, pois realmente permitem uma conservação duradoura.

 A origem da palavra mosaico vem do termo grego "mosaicon", que significa "musa". Algumas obras em mosaicos foram originadas na Mesopotâmia pelos Sumérios datadas em 3.000 a.C. Os motivos eram geométricos e revelavam inspiração na arte da tapeçaria. Os mosaicos deixaram a sua gloriosa marca na história durante o Império Bizantino, que deixou uma vasta coleção da arte. Em todo o Império, os bizantinos faziam suas devoções e os mosaicos eram feitos principalmente em igrejas e templos adornando paredes e abóbadas. Essas obras relatavam em sua arte personagens e acontecimentos bíblicos. Cabia aos artistas a realização em suas obras instantaneamente identificáveis por todos os observadores. Foi durante esse período que os mosaicos passaram a ser executados também em vidro. Os mosaicos atingiram principalmente a Itália, Egito, Macedônia (região que abrange a Grécia, Iugoslávia e a Bulgária), China e outros. O século XVI, época do Renascimento traz a utilização do mosaico em abundância, sendo a Basílica de São Pedro o trabalho mais reconhecido da época.
As tradições foram quebradas com artistas como Gaudi, que construiu famosos mosaicos em Barcelona. No Brasil, a imperatriz Teresa Cristina  foI  a pioneira no uso da arte do mosaico. Com conchas e cacos do serviço de chá da casa Imperial e usando a técnica, cobriu os bancos e fontes da área externa do Palácio de São Cristóvão, hoje Museu de Ciências Naturais (Quinta da Boa Vista - Rio de Janeiro) o chamado Jardim das Princesas. Outros exemplos de mosaico no Brasil eram as chamadas "pedras portuguesas", usadas nas calçadas da Avenida Central (atual Avenida Rio Branco - RJ).

E aí pessoal! Que tal fazer alguns mosaicos animais.Vejam alguns exemplos.










domingo, 14 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS - UM JEITO DIFERENTE DE COMEMORAR - REFLETINDO

   Reprodução
"O pai deve se preparar para um dia não ser pai.
Não que deixe de ser, mas que entenda que haverá um período em que o filho vai cansar do que representamos. É tão cansativo concordar sempre, tão chato alguém que tem sempre razão. Ele irá combater a nossa figura com toda a ironia que dispõe, porque acredita que temos culpa naquilo que ele está sofrendo.
A relação filial depende do término da idealização. Não somos os melhores pais do bairro, somos os pais que podemos ser.
É o que chamo de fim do feitiço do bebê, daquela relação harmoniosa de que o pai e o filho são a mesma coisa.
O desencanto virá, é uma previsão inadiável, surgirá com o nosso desemprego ou quando nos separamos ou quando cometemos uma deselegância em público. Não demora, a decepção chega, esteja pronto, ninguém é perfeito a ponto de esconder os próprios defeitos durante a vida inteira.
O filho não expressará sua frustração somente a partir de insultos, manhas na mesa e choro ao dormir – sintomas óbvios. Faz também de formas mais secretas e que muitos nem identificam.
Uma delas é, de repente, gabaritar as provas da escola e passar de aluno C para A. Pensaremos que ele finalmente encontrou a vocação, que agora decolou para Harvard. Cuidado, grandes alunos estão escondendo grandes problemas. São os mais inteligentes, disfarçam os pontos de críticas para conquistar a indiferença. Como não têm desempenho ruim na escola, parece que está maravilhoso. Os conceitos tornam-se álibis para cultivar tiques e fobias em paz.
Já ouvi casais dizendo diante do orgulhoso boletim do filho: “Não preciso mais me preocupar com ele!” Sim, precisa se preocupar, agora mais do que nunca. O acerto não é isolado. Veja se ele não anda antissocial, se não está falando baixo, se procura contar seu dia...
O que é bom não é de todo positivo, o que é ruim não é de todo negativo.
Assim como é provável que o filho, nalgum momento, largará de nos chamar de pai e adotará o nosso nome próprio como referência. Cheira a desamor, tampouco é; trata-se de um distanciamento necessário para criar sua identidade. Vicente, meu filhote, inventou de me caracterizar como “Ele”. Virei um demônio, indefinido. No começo, me magoou. Depois, larguei de corrigi-lo. Pai é mesmo uma palavra difícil. Em vez de defender o meu desapontamento, é hora de ajudá-lo. Esclarecer que não sou seu centro do mundo, que ele está certo em procurar seus gostos e empatias fora de mim.
Já fui menino, é um horror amadurecer, vem os pelos, a voz muda, nos sentimos feios, não controlamos a sexualidade, sequer entendemos os hormônios, há um medo de que os outros também notem nossa transformação. É uma solidão que somente a timidez suporta.
Para o filho não ser um monstro não podemos fingir que somos heróis. "

Fabrício Carpinejar para a Revista Crescer