domingo, 13 de fevereiro de 2011

O LIXO NOSSO DE CADA DIA

Neste início de ano me deparei com um "problema" que, de certa forma , eu já previa. Tenho, realmente participado de atitudes ecologicamente corretas em relação ao lixo. Assim, faço semanalmente a coleta seletiva do lixo doméstico, pois em minha rua passa, uma vez na semana, o caminhão da Comlurb retirando o lixo que foi selecionado e separado. Na minha rua muitas pessoas realizam a coleta seletiva. E isto é muito bom!
Tenho também, sempre que possível, levado a minha sacola retornável ao supermercado ou às compras de um modo geral. Acho interessante quando dispenso a sacola plástica e o funcionário da loja insiste que eu tenho que levá-la. Realmente,as pessoas ainda não se conscientizaram e não se acostumaram com estes hábitos.
Entretanto, com estas minhas atitudes, vi diminuir consideravelmente, o número de sacolinhas para depositar o lixo de casa. As pessoas da família começaram a me cobrar as sacolinhas de "uso diário". Foi aí que parei para colocar os pingos nos" is". Não temos que obrigatoriamente, colocar nosso lixo em  sacolas plásticas que recebemos dos estabelecimentos comerciais. Podemos utilizar sacos de lixos reciclados que são vendidos em supermercados e outras lojas.Caso esta atitude se torne dispendiosa, podemos utilizar os sacos de alimentos como arroz, açúcar, feijão. Ou ainda, sacos que trazem roupas e outros produtos, que muitas vezes jogamos fora.
Em relação ao lixo reciclado também existem sacos, geralmente transparentes, que são vendidos em super mercados para este fim. Como podem ser mais caros, podemos acondicionar o lixo reclicado em caixas de papelão ou em sacolas que recebemos em lojas, que podem ser de um tipo de plástico mais resistente ou até mesmo de papel.
A Lei 5.502  dispõe sobre as ações referentes ao uso das sacolas plásticas no Estado do Rio de Janeiro.Veja alguns artigos de nosso interesse:

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a substituição e recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais localizados no Estado do Rio de Janeiro como forma de colocá-las à disposição do ciclo de reciclagem e proteção do meio ambiente fluminense.

Art. 2º As sociedades comerciais e os empresários de que trata o art. 966 do Código Civil, titulares de estabelecimentos comerciais localizados no Estado do Rio de Janeiro, promoverão a coleta e substituição das sacolas ou sacos plásticos, compostos por Polietilenos, Polipropilenos e ou similares utilizados nos referidos estabelecimentos para o acondicionamento e entrega de produtos e mercadorias aos clientes, mediante compensação.

§1º Entende-se por sacolas reutilizáveis aquelas que sejam confeccionadas em material resistente ao uso continuado, que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral e que atendam à necessidade dos clientes.

§2º Este artigo não se aplica às embalagens originais das mercadorias, aplicando-se aos sacos e sacolas fornecidas pelo próprio estabelecimento para pesagem e embalagem de produtos perecíveis ou não.

Art. 5º A Política Estadual de Educação Ambiental, instituída pela Lei nº 3.325, de 17 de dezembro de 1999, passa a incluir o objetivo de conscientização da população acerca dos danos causados pelo material plástico não-biodegradável utilizado em larga escala quando não descartado adequadamente em condições de reciclagem e, também, acerca dos ganhos ambientais da utilização de material não- descartável e não-poluente.

Art. 6º Os estabelecimentos de que trata o caput do Art. 2º da presente Lei ficam obrigados a fixarem placas informativas junto aos locais de embalagens de produtos e caixas registradoras, no prazo de 1 (um) ano após a entrada em vigor da presente Lei, com as seguintes dimensões e dizeres:

I - dimensões: 40 cm x 40 cm;

II - dizeres:

“SACOLAS PLÁSTICAS CONVENCIONAIS DISPOSTAS INADEQUADAMENTE NO MEIO AMBIENTE LEVAM MAIS DE 100 ANOS PARA SE DECOMPOR. COLABOREM, DESCARTANDO-AS, SEMPRE QUE NECESSÁRIO, EM LOCAIS APROPRIADOS À COLETA SELETIVA. TRAGA DE CASA A SUA PRÓPRIA SACOLA OU USE SACOLAS REUTILIZÁVEIS.”

Art. 7º O Poder Executivo incentivará a Petrobrás e outras indústrias instaladas ou que vierem a se instalar, nos pólos de Gás Químico, em Duque de Caxias e no Complexo Petroquímico de Itaboraí – COMPERJ, ou em qualquer município do Estado, a buscar novas resinas derivadas da produção de petróleo ou composições químicas que levem a produção de novas sacolas não-poluentes (biodegradáveis).

Sabemos que as sacolas plásticas podem levar até 400 anos para se decompor na natureza; que a matéria prima para o plástico é o petróleo, um combustível fóssil, não renovável e poluente; através do vento podem parar em rios, lagos ou mares, causando a morte de animais aquáticos; podem entupir bueiros, o que provoca enchentes em dias de chuvas intensas. Assim, que tal pensarmos em algumas estratégias criativas e sustentáveis para resolver o problema do nosso lixo de cada dia?