sexta-feira, 5 de novembro de 2010

05 de Novembro- Dia Nacional da Cultura e da Ciência

A data é uma homenagem a Rui Barbosa, Jornalista e Diplomata brasileiro, que brilhou por seus princípios éticos, defesa do abolicionismo e pela luta para que a República fosse instituida no Brasil. Foi um orador magnífico e grande estudioso da língua portuguesa. Presidente da Academia Brasileira de Letras substituiu o gênio Machado de Assis.                                                                      
A cultura inclui  crenças, comportamentos, valores, instituições e as  regras morais que permeiam e identificam uma sociedade.É a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.É o conjunto de informações, vivências e experiências de um indivíduo ao longo de sua vida. Já a ciência compreende qualquer conhecimento ou prática sistematizados. No sentido restrito, ciência é o processo de aquisição de conhecimento, onde se utiliza o método científico, objetivando a elaboração de uma teoria.
Entretanto, a ciência e a cultura necessitam para sobreviver, daquela que é a mãe de todos os resultados científicos, de todas as aspirações humanas, de todas as maneiras de um povo se expressar. Estou falando das ideias. Só a partir do pensamento do homem, de suas ideias e suas conclusões, que  cultura e  ciência se fazem vivas e representativas em nosso mundo psicológico, intelectual, sensorial e afetivo. Sem a ideia da matéria, do ser, do ter, do refletir e do amar, o mundo jamais poderia construir seu conhecimento, que se faz cotidianamente e através dos tempos, pelas mãos da cultura e da ciência.
Alguém, não mais que Augusto dos Anjos, já em seu tempo e momento, nos fala da ideia. Apreciem e deixem seus comentários.
                         A Ideia
                                  Augusto dos Anjos

De onde ela vem? De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a
constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica!

 

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