quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Você sabe o que é a Amazônia Azul?


O Brasil é internacionalmente conhecido pela beleza de suas praias e de seu litoral. Basta irmos além da espuma das ondas para verificarmos que o mar torna-se um elemento quase que desconhecido  da maioria dos brasileiros.Pouquíssimos brasileiros se dão conta de que metade do território nacional enconytra-se debaixo d’água, a leste da linha da costa.
O objetivo da criação da Amazônia Azul é fazer com que os pesquisadores comecem a dar mais atenção ao potencial marítimo brasileiro. Apesarde quase a totalidade da população brasileira viver a menos de 200 quilômetros do litoral, o conhecimento que se tem sobre o potencial estratégico e econômico marítimo ainda é muito pequeno. Por isso, além de proteger o imenso mar territorial que cerca o país, um dos grandes desafios é garantir soberania para fins de exploração, conservação e gestão dos recursos naturais.
A Amazônia Azul é uma área formada pela soma as Zona Econômica Exclusiva e da Plataforma Continental. Conforme estabelecido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, todos os bens existentes ao longo de uma faixa litorânea de 200 milhas marítimas de largura estão na denominada Zona Econômica Exclusiva.
A Plataforma Continental, que é o prolongamento natural da massa terrestre, pode ultrapassar essa distância, chegando a estender 350 milhas marítimas. Com isso, a Amazônia Azul ocupa uma área de cerca de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. Diferentemente de como ocorre na Amazônia Verde, onde as fronteiras são muito bem demarcadas, na Amazônia Azul os limites das águas são linhas imaginárias sobre o mar. Isto porque o mar não possui limites físicos e, por isso, é muito difícil fiscalizar as ações marítimas. Verifica-se que mesmo já tomando conta, os abusos são bem grandes.
Portanto, para que o país consiga adquirir uma ampla estrutura capaz de fazer valer seus direitos de exploração do mar, é necessário estabelecer a adoção de políticas bem definidas para a exploração racional das riquezas da Amazônia Azul.

domingo, 26 de setembro de 2010

Dia Mundial do Coração

Bate, bate, coração (Revista Superinteressante)

No peito existe um músculo do tamanho de um punho capaz de bombear 300 milhões de litros de sangue ao longo da vida. Se ele não for bem tratado, pode parar de funcionar a qualquer momento sem nenhum aviso.

Tum, tum, tum, tum, tum. Durante os 70 anos que dura em média uma vida, o coração bate mais de 2,5 bilhões de vezes, a um ritmo médio de 70 pulsações por minuto, e bombeia 224 milhões de litros de sangue para o corpo de um homem e mais de 295 milhões para o de uma mulher (as mulheres têm esperança de vida maior). Dito de outro modo, nossa bomba vital movimenta o equivalente a 435 toneladas de sangue até que, enfim, pare de funcionar.
O coração faz circular o sangue, que realiza uma longa lista de atividades fisiológicas: fornece oxigênio e alimento a todos os órgãos e tecidos, elimina o gás carbônico produzido pela atividade celular, distribui calor, transporta hormônios e outros mensageiros químicos, serve de estrada por onde circulam as células de defesa do sistema imunológico e executa a ereção do pênis e o estímulo ao clitóris durante a excitação sexual. Cheia de tarefas, essa bomba vital surge como o músculo mais trabalhador e infatigável do corpo humano: ele gera uma quantidade de energia suficiente para mover um caminhão por 32 km. Mas, claro, ele não age sozinho. O cérebro detecta as condições a nosso redor, como a situação climática, os fatores de estresse e o nível de atividade física e regula o aparelho circulatório de forma a satisfazer as necessidades de nosso organismo sob tais circunstâncias.
Não é de estranhar que os cardiologistas considerem nosso coração uma obra-prima da natureza e o mais resistente engenho conhecido. Até hoje o homem não conseguiu fabricar uma máquina que funcione ininterruptamente durante mais de um século e com uma quantidade mínima de partes móveis, quase indestrutíveis. Se não traz nenhum defeito de fabricação nem sofre um grave acidente ou é maltratado, nosso coração pode palpitar durante tanto tempo quanto o de Elizabeth Bolden, a norte-americana que, com 114 anos, é considerada a pessoa mais velha do mundo, segundo o Guinness World Records.
Um terço das mortes
Bem, mas nosso coração de ferro também tem seu calcanhar-de-aquiles. Do contrário, não se explicaria que as doenças cardiovasculares sejam a primeira causa de morte no mundo ocidental. Em todo o mundo, 17 milhões de pessoas morrem em decorrência dessas doenças, que representam um terço da mortalidade total. No Brasil, elas também são responsáveis por mais de um terço da mortalidade total. A cada ano cerca de 350 mil pessoas perdem a vida por causa de doenças no aparelho circulatório, sendo que mais da metade (55%) são homens e o restante (45%) são mulheres.
Em geral, as doenças cardiovasculares evoluem de maneira silenciosa durante anos ou até mesmo décadas sem que o paciente perceba que tem uma bomba-relógio prestes a explodir. É assim que se manifestam as três doenças cardíacas mais freqüentes: a cardiopatia isquêmica, que consiste em uma redução ou privação do aporte sanguíneo ao miocárdio e evolui para uma angina de peito ou um infarto; a insuficiência cardíaca, que ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear uma quantidade suficiente de sangue para todo o organismo; e o acidente vascular cerebral, que se manifesta por uma grave lesão obstrutiva ou ruptura nos vasos sanguíneos que irrigam a cabeça. No Brasil, a cada minuto morre uma pessoa vítima de doença cardiovascular. As estimativas dos especialistas são de um aumento de 150% na mortalidade por infarto cardíaco ou acidente vascular cerebral no país até 2025.
Infelizmente, os corações lesados, assim como as veias e artérias destroçadas, não são fáceis de consertar. Às vezes os danos podem ser contidos com um tratamento medicamentoso, é possível acompanhar sua evolução ou possíveis complicações com as técnicas de imagens médicas e existe a possibilidade de eles serem remendados temporariamente com uma cirurgia, como a ponte de safena e a angioplastia. Quando a lesão não é tratável, há duas opções: o implante de um coração doado ou de um artificial. A primeira é limitada e a segunda está em fase experimental. Em países como o Brasil, essa última nunca foi realizada. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a cada ano são feitos em todo o mundo cerca de 4 mil transplantes de coração, um número insuficiente, levando-se em conta que são 50 mil pacientes à espera de um órgão salvador. No Brasil, o número de transplantes de coração é incerto, assim como a necessidade do número de doadores.
A esperança mais imediata está depositada na engenharia genética, que investiga a maneira de induzir a auto-regeneração do tecido necrótico, isto é, que foi morto durante o acidente cardiovascular, e estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos nas regiões dos corações enfartados. Como? Por meio de uma injeção de células-tronco nas zonas lesionadas. Essas células são tomadas da medula óssea e do músculo esquelético do próprio paciente e poderiam até mesmo ser extraídas do coração.
Ainda que os experimentos clínicos com células-tronco sejam promissores, a auto-reparação cardíaca ainda está em fase inicial de estudos. Enquanto não chega, a melhor forma de manter o coração saudável é a prevenção. Um dos objetivos principais é evitar a aterosclerose, um processo inflamatório que se caracteriza pela acumulação progressiva de lipídios e elementos fibrosos nas grandes artérias. Se não for interrompido, a passagem do vaso se estreita perigosamente e, em situações extremas, pode resultar no desprendimento de um trombo (coágulo) que interrompe o fluxo do sangue. Se o entupimento afetar as artérias coronárias, aparece o fantasma da angina ou do infarto agudo do miocárdio. Quando acontece num vaso cerebral, há o risco de um acidente vascular cerebral. O geneticista Aldons J. Lusis, do Departamento de Medicina da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, estima que “a aterosclerose é a causa subjacente de metade de todas as mortes”.

Fatores de risco
Determinados fatores de risco favorecem a formação dessas placas de aterosclerose no interior das artérias e a aparição de complicações cardiovasculares. Alguns são imutáveis, como a hereditariedade, a idade e o sexo. Os cientistas sabem que certos indivíduos nascem com a propensão inata a desenvolver doenças do coração. “Dentro de alguns anos, se compreenderá o mapa do DNA humano de forma a identificar que fatores criam a propensão das pessoas às doenças cardiovasculares”, diz Raimundo Marques do Nascimento Neto, professor do Núcleo de Pesquisas Cardiovasculares da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e coordenador do Atlas – Corações do Brasil, o primeiro estudo a trazer um panorama dos fatores de risco cardiovascular na população brasileira. “Com um fio de cabelo será possível traçar o mapa genético de cada pessoa. Poderemos antecipar as mudanças no estilo de vida necessárias para evitar uma doença cardiovascular. O tratamento será personalizado e não massificado, como hoje”, afirma o médico.
O simples fato de ser homem já é um fator de risco importante no caso de problemas cardíacos. Isso porque os hormônios masculinos, ou seja, os andrógenos, estimulam os genes que aceleram o depósito de colesterol nos vasos sanguíneos, segundo revela um estudo realizado na Austrália. A saúde cardíaca, no entanto, não depende apenas do acaso genético. Seu controle está em nossas mãos. “A adoção de um estilo de vida saudável é o que de fato tem a capacidade de evitar ou acelerar o aparecimento de doenças cardiovasculares”, afirma Nascimento Neto. Mas o que são hábitos saudáveis para o coração? Basicamente consiste em controlar certos fatores de risco associados ao problema cardíaco que se instalaram perigosamente na sociedade contemporânea. A hipertensão, a obesidade, o tabagismo, a falta de atividade física, o estresse contínuo, o excesso de colesterol e a diabetes são citados como os maiores inimigos do coração.
A boa notícia é que podemos prevenir as doenças do aparelho circulatório de uma maneira simples e radical. Numerosos estudos revelam que, para reduzir pela metade ou mais o risco de sofrer um infarto ou um acidente vascular cerebral, é importante deixar de fumar, realizar exercícios físicos regularmente e passar menos horas em frente à TV, diminuir o estresse diário, abandonar a má alimentação e a comida do tipo fast-food (rica em colesterol ruim) em favor de uma dieta repleta de verduras, frutas, cereais, legumes e peixes, checar regularmente a pressão sanguínea e, no caso dos diabéticos, controlar a doença. Um estudo publicado na revista The Lancet aponta que a adoção dessas medidas saudáveis diminui as complicações em nada menos do que 90%. Agora é com você.
Adaptação Lia Hama

Os maiores inimigos

O que você pode fazer para reduzir a possibilidadede doenças cardíacas
Certos fatores de risco cardiovascular, como a idade e a hereditariedade, são inerentes e impossíveis de modificar. Outros, no entanto, estão ligados ao estilo de vida e podemos alterá-los.
INVARIÁVEIS
Idade
Quatro entre cinco pessoas que morrem por causa de uma complicação cardíaca são maiores de 65 anos. O risco de sofrer um acidente vascular cerebral se duplica a cada década depois dos 55 anos.
Sexo
Durante a juventude, o homem apresenta maior risco que a mulher de sofrer um infarto. Essa diferença se reduz quando a mulher entra na menopausa devido à queda de estrógenos e se iguala depois dos 65 anos.
Hereditariedade
Filhos de pais com problemas cardiovasculares têm maior risco de sofrer esse tipo de doença do que o restante da população.
MODIFICÁVEIS
Tabagismo
Os fumantes têm o dobro de risco de ter um infarto, assim como de morrer durante um ataque cardíaco. A nicotina e o monóxido de carbono do tabaco prejudicam o sistema cardiovascular.
Álcool
O abuso de bebidas alcoólicas aumenta a pressão arterial, o peso corporal e os níveis de triglicérides no sangue.
Drogas
Certas drogas intravenosas são nocivas ao coração. A cocaína, por exemplo, altera o ritmo cardíaco.
Colesterol
Um alto nível no sangue do chamado colesterol ruim, isto é, o que está associado às lipoproteínas de baixa densidade (LDL), favorece a aparição de complicações cardíacas.
Pressão arterial
A hipertensão arterial predispõe uma pessoa a sofrer uma doença do coração, um infarto ou um acidente cardiovascular.
Diabetes
Mais de 80% dos diabéticos morrem por complicações do sistema circulatório.
Obesidade
Ela aumenta a probabilidade de adquirir outros fatores de risco cardiovasculares, como a hipertensão, a hipercolesterolemia e a diabetes.
Sedentarismo
Quem não move as pernas não move o coração. O exercício físico afasta o fantasma do infarto.
Estresse
A incidência de infartos é maior em indivíduos impulsivos, violentos, ambiciosos e estressados.

Nossa bomba vital

O coração bombeia o sangue para que ele circule por todo o corpo, levando oxigênio e nutrientes necessários às células que sustentam as atividades orgânicas.
O coração humano é formado quase na sua totalidade pelo miocárdio, um músculo de cerca de 300 g cujo espaço central se encontra dividido em quatro cavidades separadas por válvulas e paredes finas. Essa divisão faz com que, na realidade, tenhamos duas bombas vitais: um coração direito, que envia sangue para os pulmões, e um coração esquerdo, que faz o mesmo até os órgãos periféricos. Por sua vez, cada um desses corações constitui uma bomba pulsante de duas cavidades, composta por uma aurícula e um ventrículo. A primeira funciona como uma minibomba, que ajuda a transportar o sangue para o interior do ventrículo e esse, por sua vez, se contrai vigorosamente para bombear o fluido vital em direção aos pulmões para realizar a troca gasosa ou em direção às células mais remotas do corpo. Perfeitamente sincronizadas, as quatro câmaras administram, com suas batidas, os cerca de 6 litros de sangue corporal através de uma vasta rede de artérias, arteríolas, veias e capilares que, se fosse colocada em linha reta, cobriri 80 mil km – o equivalente a mais de 185 vezes a distância entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

21 de Setembro - Dia da Árvore

Neste dia da árvore deixo com vocês  um lindo texto que guardo como um dos meus prediletos. Aproveitem.




Toda criança precisa fugir para um lugar só seu de vez em quando. Alguns fazem isso com amigos imaginários, outros montam cabanas debaixo da cama. Eu tive uma árvore. Uma jabuticabeira enorme, nos fundos do quintal, cercada por um tapete de folhas que estralavam quando eu chegava perto. Por muito tempo, ela foi só mais uma das plantas da minha avó. Até o dia em que encontrei o jeito para escalar sua copa. Era apoiar um dos pés no meio do tronco, agarrar o galho de cima e dar um impulso. 1,2 e... Estava lá em cima. Começava a exploração. Cada galho exigia uma técnica diferente para ser alcançado e me equilibrar. Quando cansava, era só achar um canto com boa vista. Ficava quietinha, brincando com as cascas ásperas e escuras que se soltavam fácil, revelando a pele branca e lisa da madeira por baixo. Espiava de cima minha avó cuidando do quintal, meu irmão caçula brincando, os cachorros preguiçosos no gramado. Às vezes me chamavam de casa, mas eu fingia não ouvir. Onde eu estava, ninguém podia me alcançar. A jabuticabeira era minha fortaleza, minha torre do castelo, meu lugar. Só meu.
Perdi minha amiga em uma mudança de casa. E acho que até hoje procuro outro lugar onde me sinta tão segura como em seus galhos.
Texto de Claudia Inove

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

16 de Setembro - Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio

Todo dia 16 de setembro, desde 1995,  é lembrado como Dia Internacional de Proteção desse filtro dos raios ultravioletas, a camada de Ozônio.Isto porque, desde que ocorreu o Acordo Internacional de Montreal, o Protocolo de Montreal, em um 16 de setembro de 1987, 46 país se comprometeram a  realizar cortes na produção e no consumo de  substâncias que Destroem a Camada de Ozônio.


Mas o que é o buraco na camada de ozônio?
Muitas pessoas confundem o buraco na camada de ozônio com o aquecimento global. Os dois fenômenos, no entanto, são distintos e têm causas e conseqüências bem diferentes. O aquecimento é causado pelo acúmulo de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono na atmosfera
O buraco, por sua vez, é causado pelas emissões de outros gases, os CFCs (sigla para clorofluorcarbonetos). Embora também tenham um pequeno efeito estufa, o principal problema dessas substâncias usadas para refrigeração é que elas interagem e quebram as moléculas de ozônio na alta atmosfera.

O que é o CFC ?
Os CFCs surgiram pouco antes da Segunda Guerra Mundial e foram um grande sucesso. Eles eram inertes , isto é, não interagiam com outras substâncias e tinham uma característica incrível: sua capacidade de refrigeração. Foi uma revolução para a conservação de alimentos, de remédios e  de todo o tipo de coisa.Posteriormente verificou-se que eram inertes apenas na superfície, pois ao chegar na alta atmosfera eles interagiam com o ozônio, provocando a formação dos buracos na camada de ozônio e permitindo que os raios solares mais nocivos chegassem até a superfície do planeta.
Por que os raios ultravioletas são tão indesejados?
Os raios ultravioletas não apenas esquentam a atmosfera. Eles causam danos no DNA dos seres vivos e matam. Além disso, Interferem no meio ambiente contribuindo também para aumentar o efeito estufa no planeta, aumentando o aquecimento global.

O Protocolo de Montreal
O Protocolo de Montreal, é considerado até hoje o acordo internacional de maior sucesso da história das Nações Unidas. Em uma época onde os CFCs eram vistos como a única maneira de refrigerar o planeta, engenheiros do mundo todo foram forçados a descobrir uma nova tecnologia que substituísse a anterior. E conseguiram.
Hoje, a produção de novos equipamentos, como geladeiras e condicionadores de ar, com gases CFCs é proibida na maior parte do mundo – inclusive no Brasil.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Campanha de Vacinação contra a Hepatite B no Rio de Janeiro

No último dia 1º de setembro, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro iniciou  a campanha de vacinação contra a Hepatite B para jovens de 11 a 19 anos.A vacina será dada em três doses, sendo que a segunda dose será em outubro e a terceira em março de 2011.
A Hepatite é uma doença muito séria, por isso é importante que os jovens se protejam.

A Hepatite é uma doença infecciosa e a sua causa é um vírus, o HBV. Este provoca a inflamação das células hepáticas (do fígado). A transmissão ocorre pelo contato com o sangue ou secreções corporais contaminadas pelo vírus. Desta forma, o vírus pode ser transmitido através de transfusões de sangue, relações sexuais sem preservativo (camisinha) e agulhas, seringas e objetos perfurocortantes compartilhados. Outra forma de transmissão é da mãe para o filho, durante a gestação, no momento do parto e, em raros casos durante a amamentação. O vírus portanto, pode ser transmitido após o parto, através de instrumentos cirúrgicos e odontológicos. Não se adquire hepatite B através de talheres, pratos, beijo, abraço ou qualquer outro tipo de atividade social aonde não ocorra contato com sangue.
O vírus fica incubado por cerca de 30 a 180 dias. O vírus da hepatite B é resistente, chegando a sobreviver sete dias no ambiente externo em condições normais e com risco de, se entrar em contato com sangue através de picada de agulha, corte ou machucados (incluindo procedimentos de manicure com instrumentos contaminados), levar a infecção em 5 a 40% das pessoas não vacinadas (o risco é maior do que o observado para o vírus da hepatite C - 3 a 10% ou o da AIDS - 0,2-0,5%).
 A vacina para a hepatite B é altamente efetiva e praticamente isenta de complicações (pode causar apenas reações no local da injeção). Como a hepatite B é uma das principais causas de câncer de fígado no mundo, a vacinação não previne apenas a hepatite como também o câncer. Mais de 80 países já adotaram a vacinação de toda a população como estratégia de combate à doença. A vacina consiste de fragmentos do antígeno da hepatite B HBsAg, suficiente para produzir anticorpos mas incapaz de transmitir doença.
  A dose da vacina é de três injeções intramusculares, sendo a segunda após 1-2 meses e a terceira cinco meses após a primeira. Neste esquema, 95% produzirão os anticorpos e, nestes, a proteção contra a hepatite é próxima de 100%. A imunidade costuma durar pelo menos 10 anos, mas pode persistir por toda a vida, podendo ser avaliada por exame de sangue.
  A vacina é indicada em todas as crianças e adolescentes até 18 anos. Entre adultos, deve ser utilizada em pessoas de alto risco (trabalhadores da área da saúde, homossexuais, usuários de drogas endovenosas e outros). A vacina está disponível gratuitamente na rede pública de saúde. Gravidez, amamentação e uso de antibióticos não contra-indicam a vacinação

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

08 de Setembro - Dia Internacional da Alfabetização

        A data foi criada em 1945 pela ONU, através da UNESCO, objetivando reduzir os índices de analfabetismo em todoo mundo. O processo que permite a uma pessoa  identificar códigos alfabéticos escritos, que formam palavras, tornando-a um leitor é a ALFABETIZAÇÃO.
É através da escrita e da leitura que um indivíduo deixa de ser dependente de outros, passa a entender e a interpretar o mundo que o cerca. Por isso, ler e escrever é tão importante na vida do ser humano.Seus horizontes tornam-se mais amplos, permitindo que seus sonhos tomem forma, que suas estratégias para torná-los realidade passem a fazer parte de seus planos e sua vida tome um rumo diferente daquele que vivenciara antes.
O analfabestismo isola, encarcera o indivíduo em um mundo pobre de realizações e desejos. Um indivíduo analfabeto deixa de desenvolver suas potencialidades, fica distante do mundo que o cerca, carecendo de informações e ações de diversas naturezas, como é o caso da saúde, da política, da economia,etc
Na verdade, o dia da alfabetização é hoje e sempre. Todo aquele que não se encontra alfabetizado, pode e deve receber as orientações para alterar este quadro.

Segundo Saldanha, Neves e Freitas, "Falar em alfabetização, seja de crianças, adolescentes ou adultos, é falar em liberdade, porque só nos sentimos livres, quando podemos optar, e isso só acontece quando conhecemos verdadeiramente aquilo que escolhemos.Para o homem que vive numa sociedade letrada como a nossa, saber é poder, o que muitas vezes é sinônimo de opressão e/ou manipulação."
São muitas as formas de alfabetizar e cada uma delas destaca um aspecto no aprendizado. Desde o método fônico, adotado na maioria dos países do mundo, que faz associação entre as letras e sons, passando pelo método da linguagem total, que não utiliza cartilhas, e o alfabético, que trabalha com o soletramento, todos contribuem, de uma forma ou de outra, para o processo de alfabetização. Quanto ao melhor método de alfabetização, continuamos com uma discussão antiga que provavelmente perdurará por algum tempo. O que importa verdadeiramente é a inclusão do cidadão numa sociedade rica em demandas que requerem a todo tempo a escrita e a leitura.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Independência e Libedade

Estamos vivendo um feriado de 07 de Setembro, data em que se comemora a independência do Brasil. No recesso destes dias, me veio a mente a ideia da verdadeira liberdade. Se dissermos a um presidiário que somos livres, ele certamente nos invejará. Mas a liberdade se resume apenas ao corpo longe de uma cela? Liberdade, atualmente para mim, diz respeito ao fazer, ao decidir sem compromissos com horários, normas, espaços ou pessoas.Creio que esta minha visão está associada ao meu momento de parcial aposentadoria. Mas então podemos considerar a independência o fato de não mais dependermos de algo ou de alguém?
É possível viver independentemente das regras e normas sociais; das opiniões daqueles que convivem conosco; das instituições formadas desde um passado remoto?
Podemos transferir essa ideia que avaliamos no caso de um indivíduo, para um estado ou uma nação?
O que é verdadeiramente ser independente? Ser livre?
Você é livre? É independente?
“Seremos livres quando pararmos de tentar convencer as pessoas de nossas convicções.
Liberdade é viver em harmonia plena com nossas próprias convicções.
Liberdade é se abster da busca de argumentos para sustentá-las.
Liberdade é apenas tê-las.”

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

03 de SETEMBRO - DIA DO BIÓLOGO

Nesta sexta-feira, dia 3 de setembro, comemoramos mais um dia do Biólogo. Profissional dedicado ao estudo da vida e a tudo que nela interfira ou se relacione.O Biólogo é o profissional que estuda a vida em suas diferentes formas de expressão. Sua área de atuação é imensa, podendo estudar a origem, estrutura, evolução e funções dos seres vivos, além de classificar as diferentes espécies animais e vegetais e estabelecer  sua relação com o meio ambiente.
"Devido à profissão ter sido regulamentada em um 3 de setembro, instituiu-se este o Dia do Biólogo. Convém aqui lembrar que os professores de Biologia, portadores de diploma universitário, também são Biólogos que exercem a profissão de educador.A cor da profissão é azul e a pedra da profissão é a água marinha. "(unifap)


Como compreender um biólogo...


Tenha paciência ao caminhar com ele na rua. É provável que ele faça paradas frequentes...sempre há uma formiga carregando uma folha gigantesca nas costas ou uma samambaia disposta de uma forma estranha num buraco do muro. Ele acha isso incrível!!! Toda vez que voces entrarem em qualquer assunto que envolva a área dele, ele se empolgará. Finja que presta atenção no que ele diz. Finja que está entendendo também.
Entenda que o conceito de beleza de seu amigo biólogo é um tantinho diferente do seu. Sapos verdes, gosmentos e verruguentos são lindos. Escorpiões, aranhas, opiliões (hein??), são todos lindos.
Tente não vomitar quando ele te mostrar as fotos da última necropsia feita num golfinho. Simplesmente ignore quando o encontrar de quatro, agachado sobre o musgo... e faça o possível para que ele não te veja, pois uma vez que isso acontecer ele começará o discurso em biologuês: “São briófitas! São as plantas mais primitivas! Você acredita que elas não têm nem vasos condutores? E elas ainda dependem da água para a fecundação e...” É provável que ele prefira ir para o congresso de Mastozoologia ao invés daquela viagem romântica. Você quer ajudá-lo? mostre que há outras coisas no mundo, por exemplo... convide-o para ir a um museu de arte. Ou a um grupo de discussão sobre literatura. Ele terá tendência a chamar pinheiros de gimnospermas. E a pinha (de onde vem o pinhão) de estróbilo. Não, ele não é um maníaco suicida se decidir entrar numa jaula para mergulhar com tubarões-brancos. Mas também não deve estar em seu juízo perfeito. É melhor você assistir filmes como "A Era do Gelo e Procurando Nemo" com amigos que não sejam biólogos. Caso contrário, você ouvirá, durante o filme: “ah, mas baleias não têm essa conexão entre a boca e o nariz, o Marlin e a Dori nunca poderiam ter saído pelo nariz dela!” E quem se importa??

CLODOALDO PEREIRA DE MATTOS