quinta-feira, 29 de abril de 2010

Que as nossas crianças nos ensinem o óbvio!

QUE TAL PASSAR ESTE VÍDEO NUMA AULA SOBRE ÁGUA E DESPERDÍCIO ? EM UMA AULA DE REDAÇÃO, APENAS AS IMAGENS PODEM GERAR TEXTOS MARAVILHOSOS. É COM VOCÊS , PROFESSORES!

http://www.youtube.com/watch?v=dvBD_Ejd9QA&feature=related
SACOLAS PLÁSTICAS

Vale a pena assistir o vídeo abaixo indicado. É uma excelente ferramenta para uma aula sobre sustentabilidade e o problema das sacolinhas de plástico. Inserindo o tema Cadeia Alimentar, mostrando o desequilíbrio ecológico provocado por ações antrópicas.


http://www.youtube.com/watch?v=RUaHG_Iil-k

TÁ QUENTE OU TÁ FRIO?

Estudos sugerem que baixa na atividade solar não reduzirá aquecimento global, mas resfriará a Europa

Imagem do satélite SDO, lançado pela Nasa (agência espacial americana), mostra explosão de plasma na superfície do Sol

 CLAUDIO ANGELO  EDITOR DE CIÊNCIA DA FOLHA DE SÃO PAULO  (25/04/2010)

Os rumores sobre o planeta mergulhar em uma nova era glacial devido a um enfraquecimento da atividade solar neste século foram fortemente exagerados. Um novo estudo alemão mostra que, por mais que o Sol poupe a Terra de seus raios nas próximas décadas, o resfriamento que isso causará não será suficiente para contrabalançar o aquecimento causado pelas emissões de CO2.
Isso, claro, se você não morar na Europa: pois uma outra pesquisa, recém-publicada por cientistas britânicos, sugere que a baixa na atividade solar causará um aumento no número de invernos rigorosos no Velho Continente.
Parece uma contradição, certo? Mas, na verdade, os autores de ambos os estudos dizem que um não invalida o outro. É o tipo de paradoxo que você ganha quando tenta prever algo tão complexo quanto o clima.
"Embora a correlação que eles descobriram não seja acachapante, ela é certamente crível, pois bate com outros estudos que apontam na mesma direção", disse sobre o estudo britânico o astrofísico Georg Feulner, do PIK (Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam), autor do estudo alemão. "E trata-se de um efeito regional."
Os dois trabalhos partiram de uma mesma constatação: desde os anos 1980 o Sol está atravessando um período de baixa em sua atividade. O número de manchas solares diminui, e, com elas, o de regiões muito ativas ao redor. Isso reduz a quantidade de radiação que sai da superfície solar e chega à Terra.
As manchas solares têm pico de 11 em 11 anos, e um mínimo que dura de um a três anos. Mas, de tempos em tempos, o Sol parece atravessar "grandes mínimos", períodos longos de baixa atividade. Quando isso acontece, o planeta esfria.
O último desses grandes mínimos aconteceu no século 17 e é chamado de mínimo de Maunder. Ele coincidiu com um período conhecido como Pequena Era do Gelo, no qual a Europa ficou em média 1C mais fria durante um século.
Parece pouco. Mas, para dar uma ideia, a diferença de temperatura média entre a última Era do Gelo (há 12 mil anos) e as temperaturas atuais é de apenas 5C.

Torcida "cética"
O autor do estudo britânico, Mike Lockwood, da Universidade de Reading, afirma que provavelmente o Sol está hoje "no meio do caminho de um novo mínimo de Maunder".
Isso tem levado alguns pesquisadores a prever um resfriamento global no século 21. A hipótese é especialmente popular entre os negacionistas da mudança climática, que veem na baixa solar um argumento para não gastar em corte de emissões ou reduzir o consumo de combustíveis fósseis.
Entram em cena Georg Feulner e seu colega de Potsdam, o climatologista Stefan Rahmstorf. "É um assunto interessante e bastante discutido pelo público cético, então resolvemos responder a essa questão de uma vez", contou Feulner à Folha, por e-mail.
A dupla alemã usou dados sobre o clima do passado para reconstituir a irradiação solar total durante o mínimo de Maunder num modelo climático de computador. Eles verificaram que o valor de atividade solar que melhor reproduzia as temperaturas verificadas durante a Pequena Era do Gelo era uma queda de 0,08% na irradiação total. Devido às incertezas na reconstrução do clima no século 17, eles também usaram um valor de irradiação solar muito mais baixo, no qual a queda na atividade é de 0,25%.
Em seguida, rodaram o modelo usando dois cenários de emissões do IPCC (o painel do clima da ONU): um pessimista, no qual a temperatura global chega a 4,5C a mais em relação à média do século 20, e um menos pessimista, no qual ela atinge "apenas" 3,7C.
Descobriram que o efeito de resfriamento induzido pela baixa na atividade solar é modesto: mesmo que o Sol reduza sua irradiação em 0,25%, o resfriamento é de apenas 0,3C -o que não faz nem cócegas no aquecimento antropogênico.
Corrente de jato
O problema é que esse resfriamento não se distribui igualmente por todo o planeta, e há efeitos regionais que o modelo alemão não considera. O estudo de Lockwood, publicado no periódico "Environment Research Letters", afirma que na Europa, nos próximos anos, a redução na atividade solar deve produzir invernos tão rigorosos quanto o de 2009-2010, que viu nevascas recorde no Reino Unido, por exemplo.
Segundo Lockwood, a explicação mais provável para o fenômeno é o bloqueio da corrente de jato, como são chamados os ventos fortes que sopram sobre a Europa e o norte da América do Norte.
O bloqueio acontece quando a corrente de jato se dobra sobre si mesma, tomando a forma de um "s". Isso muda o regime de ventos sobre o continente, permitindo que ventos frios soprem ali, derrubando a temperatura no inverno. Foi o que aconteceu neste ano.
Vários estudos já relacionaram as baixas na atividade solar com o bloqueio da corrente de jato. Segundo Lockwood, portanto, os europeus podem ir se acostumando -embora ele ressalte que isso não altera a tendência global de aquecimento.

Outro lado

A Folha procurou Sallie Baliunas, astrofísica da Universidade Harvard (EUA) que é uma das maiores defensoras da hipótese de resfriamento global causado pela baixa na atividade solar. Não obteve resposta.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

28 de Abril - Dia da Educação


O Dia da Educação é comemorado desde o ano 2000, quando foi assinado o documento conhecido como “O Marco de Ação de Dakar”. Nesta ocasião ocorreu a reunião da Cúpula Mundial de Educação em Dakar,no Senegal. Neste encontro vários países, incluindo o Brasil, se comprometeram a alcançar os objetivos e as metas da Educação para Todos.


É um momento para analisarmos a necessidade da existência de um dia que comemora a Educação. É um momento para avaliarmos se todos estamos atuando corretamente em prol da Educação.É um momento para refletirmos se a Educação será realmente para todos.É um momento para indagarmos a quem interessa que a Educação não chegue a todos.

Educação é processo contínuo. Educação é luta diária, livre de considerações políticas e econômicas. Educação transforma, dignifica , cria asas para um povo, para uma nação.

Educar um povo é não contribuir para ações que reforcem atitudes levianas, atitudes de violência. É, através do exemplo, reforçar valores e virtudes.

Como nos ensina Rubem Alves é a Educação do Olhar.Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente .E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria que é a razão pela qual vivemos.

domingo, 25 de abril de 2010

Projeto de Belo Monte ganha "finale" digno do regime militar


CLAUDIO ANGELO (editor de Ciência da Folha de São Paulo)

Há uma dissociação entre a imagem do presidente Lula nos jornais desta terça-feira, afagando uma criança indígena em Roraima, e a ação da Advocacia-Geral da União no mesmo dia para garantir justamente que os índios fossem atropelados e que a usina de Cararaô fosse construída. Aparentemente, o socioambientalismo do governo acaba onde começam o PAC e a eleição de Dilma Rousseff.


O atropelo foi só mais um da série que viabilizou Belo Monte, a começar da licença prévia tratorada sobre o parecer técnico do Ibama contrário à obra. Um projeto do regime militar ganha, assim, um "finale" digno da ditadura, com uma alteração de slogan: na era Lula-Dilma, "sovietes e eletricidade" complementam o "Brasil grande".

A serem concretizados os planos do governo e o seu novo modelo de licenciamento ambiental "top-down", por assim dizer, Belo Monte é só o começo. O governo considera que 70% do potencial hídrico da Amazônia está ainda por aproveitar, e a EPE planeja usinas para virtualmente qualquer rio da região que tenha uma cachoeira aproveitável. Em breve, para alegria de James Cameron, outras tribos da Amazônia poderão se juntar aos caiapós e aos araras da Volta Grande do Xingu na lista dos índios atingidos por barragens.

Quem já está com as penas do cocar arrepiadas são os mundurucus, do rio Tapajós. Nas suas terras e arredores a Eletronorte planeja não uma, mas cinco usinas hidrelétricas. Uma delas, São Luiz do Tapajós, será a terceira maior do país, com 6.133 megawatts de potência instalada e um reservatório de 722 quilômetors quadrados, quase o dobro do de Cararaô/Belo Monte.

A obra já está listada no PAC-2. O inventário dos potenciais elétricos da região dos rios Tapajós e Jamanxim prevê que São Luiz inunde parte de uma terra mundurucu e parte do parque nacional da Amazônia.

Em novembro, os índios mandaram uma carta ao presidente ameaçando guerra caso o plano das usinas vá adiante.

Já a diretora do parque, Maria Lúcia dos Santos, diz que não pode nem autorizar os estudos de impacto ambiental, pois a lei não permite franquear acesso ao parque a atividades que lhe causarão dano. "A não ser que rasguem o Snuc", afirma, referindo-se à lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Rasgar o governo não rasgou, mas publicou na semana passada um decreto regulamentando estudos do tipo em unidades de conservação, justamente para facilitar o projeto. O presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, disse à Folha que "as unidades de conservação não são intocáveis".

O atual ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirma que as usinas da Amazônia pós-Belo Monte serão baseadas em um novo conceito, o de "usinas-plataforma". A fórmula prevê que os canteiros de obras e as estradas criadas para fazer as hidrelétricas sejam abandonados para que a floresta se regenere. A operação das usinas seria remota.

Por enquanto, o conceito só existe nas propagandas da Eletrobras, que se gabam de que na região do Tapajós a relação entre área preservada e área "sob intervenção" será de 101 km2 para 1 km2. Só se esquecem de dizer que, somados, os reservatórios do Tapajós serão maiores que a cidade de São Paulo.

sábado, 24 de abril de 2010

PLANETA TERRA. VEJA A APRESENTAÇÃO DE SLIDES.

http://www.youtube.com/watch?v=AoNjtN7AKDI

CRIME AMBIENTAL

Contribuição da Professora de Biologia  Sonia Maria Alves Mayrink Teixeira

Quem rouba É LADRÃO, e quem compra também é criminoso ou alimenta o CRIME AMBIENTAL!!

Como fazer um 'omelete' na margem esquerda do Rio Solimões.



                 

VAMOS MOSTRAR QUEM ESTÁ ROUBANDO OS OVOS DAS TARTARUGAS, PARA VENDER.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Professora Maria Dolores Fortes Alves, um exemplo para todos nós.

Professora, Pedagoga, Pós Graduação em Distúrbios da Aprendizagem pela Universidade de Buenos Aires; Especialista em Educação em Valores Humanos pela Fundação Peirópolis; Mestre em Psicopedagogia; Doutoranda em Educação; Pesquisadora de Educação em Valores Humanos, Inter e Transdisciplinaridade pela PUC/SP e Fundação Peirópolis; Docente da rede pública e particular; graduação e pós-graduação. Palestrante em temas, como Motivação, Inclusão Social, Dificuldades de aprendizagem, Autoria de Pensamento, Educação em Valores Humanos, Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade, Pedagogia, Psicopedagogia etc. autora do livro “De Professor a Educador: Contribuições da psicopedagogia: ressignificar valores e despertar autoria.” e “O Vôo da águia: uma autobiografia” todos pela WAK Editora. Site pessoal: http://www.edupsicotrans.net/






http://www.youtube.com/watch?v=EpR1mAHTHRU

22 de Abril - Dia do Planeta Terra




   Hoje é um dia para dedicarmos ao nosso planeta. Refletir sobre como podemos tratá-lo com mais carinho e atenção. É uma pena que a maioria das pessoas que chegam até aqui e em outras fontes de conhecimento e notícias, não precisam incluir estas informações no seu cotidiano. Precisamos levar estas informações para nossos filhos, alunos, funcionários, etc.
 Aproveito para inclur uma reportagem que saiu na Revista Veja em 02 de Dezembro de 2009, quando o prefeito do Rio de Janeiro observou como a população sujava a cidade. Agora, alguns meses depois, passamos por toda esta catástrofe das enchentes e dos desabamentos das encostas.


                      O lixo diário de cada um






Praias cercadas por montanhas tornam o Rio de Janeiro uma metrópole única. Nos fins de semana de sol, a orla fica tão apinhada que parece não haver outro programa na cidade. Com o passar das horas, porém, o cenário maravilhoso se esvai. Lá pelo início da tarde, no trajeto entre o calçadão e o mar, é grande a possibilidade de o banhista tropeçar numa casca de coco, pisar num palito de churrasco ou ter de espantar pombos que disputam restos de comida na areia. Os cariocas, é claro, culpam a prefeitura. Mas basta passar pelas praias no início ou no fim do dia, quando 200 garis estão em plena atividade, para ver que não é bem assim. Eles chegam a recolher 180 toneladas de sujeira na orla depois de um domingo de sol. Na semana passada, uma possível proibição da venda de coco, já descartada, trouxe à tona o cerne da questão: a limpeza da cidade é responsabilidade do governo, mas cabe à população preservá-la. O prefeito Eduardo Paes não economizou nas palavras. "As pessoas têm de ser menos porcas", disse.
O lixo jogado pelos cidadãos se espalha por toda a cidade. A Avenida Rio Branco, a principal via do centro do Rio, é varrida seis vezes por dia – e, ainda assim, está sempre suja. Diariamente, são recolhidas 3 500 toneladas de lixo das ruas cariocas, o que equivale a 590 gramas por habitante. Em São Paulo, são 2 970 toneladas por dia, ou 280 gramas por habitante. É menos da metade. "Esses dados mostram que o carioca é pouco educado quando descansa e quando trabalha", disse Paes a VEJA. O prefeito fez muito barulho ao anunciar medidas para conter a sujeira. O alarde valerá a pena, caso consiga diminuir a porqueira da cidade. Ele promete instalar painéis, batizados de lixômetros, nas 34 regiões administrativas do Rio, a partir de dezembro. O indicador mostrará se o lixo jogado na área aumentou ou diminuiu. Também serão instaladas mais lixeiras, destinadas aos 900 barraqueiros das praias.
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) teve orçamento de 800 milhões de reais em 2009 – cerca de 10% da receita da prefeitura carioca. O município ainda estuda outros estímulos, como baixar o IPTU da região que conseguir reduzir mais significativamente o lixo. Enquanto a sujeira não diminui, Paes promete: sem anunciar a data, vai suspender o trabalho dos garis na orla após um domingo de sol. Confrontados com o lixo que produzem, talvez os cariocas consigam melhorar suas maneiras. Em países como a Inglaterra, onde o grande problema das ruas são as pontas de cigarro, o governo é duro com os sujismundos. Cerca de 44 000 pessoas são processadas ou recebem anualmente algum tipo de penalidade por atirar lixo em lugares públicos.


terça-feira, 13 de abril de 2010

O que a escola não ensina.

 Bill Gates, que recentemente falou em uma conferência numa escola secundária,esclareceu sobre onze coisas que estudantes não aprenderiam na escola.
Ele fala sobre como a "política educacional de vida fácil para as crianças" tem criado uma geração sem conceito da realidade, e como esta política tem levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores a escola.
Muito conciso, todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais, ele falou por menos de cinco minutos, foi aplaudido por mais de dez minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero a jato...

Regra 1

A vida não é fácil acostume-se com isso.

Regra 2

O mundo não está preocupado com a sua auto-estima.

O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3

Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola.

Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4

Se você acha seu professor rude, espere até ter um “Chefe”. Ele não terá pena de você.

Regra 5

Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social.

Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade

Regra 6

Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7

Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora.

Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendoconsertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8

Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido, RUA !!!Faça certo da primeira vez.

Regra 9

A vida não é dividida em semestres.Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros

Regra 10

Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

Regra 11

Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas).Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Gaiolas e Asas (Rubem Alves)

Existem pessoas que são muito importantes por sua posição financeira, seu cargo político, etc e tal. Rubem Alves é importante porque sabe valorizar aquilo que realmente é precioso na vida.



"Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo “atacados“ porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas”

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de serem pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e as domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair da casa para ir para escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O seu sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha junto com os tigres.

Nos tempos da minha infância eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca, pisava no poleiro – e era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras, enfiava o bico entre nos vãos, na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguetado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.

Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas?

Me falarão sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, é preciso que todos tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor.

Mas, eu pergunto: Nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?

O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E para se testar a qualidade da educação se criam mecanismos, provas, avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.

Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo“? E os usos da partícula “se“? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante“? Qual a utilidade da palavra “mesóclise“? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender – e aprender à sua maneira...“

O sujeito da educação é o corpo porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era “ferramenta“ e “brinquedo“ do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas“, aprender “brinquedos“. “Ferramentas“ são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. “Brinquedos“ são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma. No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da 9ª sinfonia. Não é ferramenta. Não serve para nada. Mas enche a minha alma de felicidade. Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo educação.

Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria que perguntar: “Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?“ Se não for é melhor deixar de lado.

As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos. Há esperança..."

(Folha de S. Paulo, Tendências e debates, 05/12/2001.)

terça-feira, 6 de abril de 2010

CHUVA ARRASA COM O RIO DE JANEIRO

       As chuvas que caem no Rio de Janeiro desde a tarde de ontem estão fazendo um estrago muito grande em nossa cidade. Há muito tempo não vemos um temporal como este. Lembro-me quando criança, de uma forte chuva que deixou muitos desabrigados e mortos no Rio. Meu pai, naquela época, atuou como voluntário na sede da Globo, auxiliando os muitos desabrigados. Hoje, estamos vivendo situação, se não igual,talvez mais difícil. Em quatorze horas choveu o correspondente ao dobro da média em  um mês. Isto ocorreu devido a entrada de uma frente fria e uma massa de ar vindo do oceano, trazendo umidade, que se transformou em precipitação sobre a área de nossa cidade.
     Será que todas as vezes que chover com mais intensidade no Rio vamos ficar nesta situação de perigo?Há quantos governos( prefeitos e governadores) que este problema se repete e nada é feito, pelo menos para melhorar, se não é possível resolvê-lo?A culpa é da chuva? A culpa é da população que não tem educação ambiental, jogando lixo nas ruas, bueiros, etc ? A culpa é das pessoas que realizam a ocupação irregular das encostas ? Agora, não é hora de culpar ninguém. Temos que resolver o problema das pessoas que ficaram desabrigadas, ressarcir o prejuízo de outros, enterrar os mortos e não votar nas pessoas erradas no futuro.